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Tudo o que você precisa saber sobre consumo consciente!

consumo consciente

Você já ouviu falar sobre consumo consciente? Provavelmente, sim, visto que esse modelo de comportamento tem se popularizado no Brasil, nos últimos anos. É o que confirma a pesquisa realizada periodicamente pelo Conselho Nacional dos Dirigentes Lojistas, através do ICC — Indicador de Consumo Consciente.

Em 2019, foi averiguado que quase 60% dos entrevistados estavam em uma fase de transição, isto é, trabalhando novos hábitos para se tornar um consumidor mais consciente. Outros 29,3% já se consideravam dessa maneira, enquanto 13,1% afirmaram ser pouco ou nada conscientes.

Na prática, o que isso significa? A que diz respeito o consumo consciente? Como você avalia sua forma de consumir? Entenda mais sobre o assunto, a seguir.

O que é consumo consciente?

Comprar é prazeroso. Desejar produtos e poder obtê-los mexe com os nossos neurotransmissores e induz emoções que nos deixam mais alegres e satisfeitos, ainda que por poucas horas. Por isso, por considerar até razões e reações biológicas, nem todo mundo tem facilidade para conter o cartão de crédito.

Os efeitos dessa ausência de controle não são nada bons. A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor, realizada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, apontou que, em janeiro de 2021, cerca de 66,5% das famílias brasileiras estavam endividadas e, dessas, 80,5% eram com o cartão de crédito.

Então, o consumo consciente é sobre consumir pouco, consumir menos? Não necessariamente. O consumo consciente tem a ver com um consumo mais racional e equilibrado, uma forma de comprar que pesa não apenas o que está sendo adquirido, mas como aquele produto ou serviço foi fabricado, se ele é realmente necessário para você naquele momento, entre outras diversas questões.

De forma resumida, o conceito divulgado pelo Ministério da Saúde diz que consumo consciente “é aquele que leva em conta, ao escolher produtos e serviços: o meio ambiente, a saúde humana e a animal, relações justas de trabalho, além de questões como preços e marcas”.

Qual é a importância do consumo consciente?

Refletir sobre a forma como consumimos é essencial para uma transformação. As mudanças climáticas, por exemplo, são uma motivação considerável para se analisar o que pode ser feito — por você, na sua rotina — para ajudar o planeta. Seriam necessárias 4,3 Terras para suportar o estilo de vida da população mundial, em 30 anos.

O alerta para a necessidade de mudança é notícia todos os dias e, talvez por isso, tenha conquistado cada vez mais adeptos, conforme aponta o primeiro estudo destacado nesse artigo. Importar-se com o meio ambiente não se trata apenas de uma postura, é algo que impacta o seu próprio bolso: medidas como desligar a torneira quando está escovando os dentes ou evitar comprar mais produtos que já estejam disponíveis em sua geladeira são consideradas ações conscientes de consumo.

A mesma premissa vale para roupas e eletrônicos. É realmente necessário trocar de celular todos os anos? Ou acompanhar (e comprar) todas as coleções da sua marca preferida? Você pode estar se perguntando como isso é impactante em larga escala. Essa resposta está em analisar a questão como um todo, por exemplo: as matérias-primas utilizadas nas roupas, bem como seu transporte e descarte, as pessoas e animais envolvidos nesse processo etc.

Ao optar pelo uso de fraldas descartáveis em seus bebês — que utilizam, em média, 6 mil unidades até o desfralde —, não se agride o meio ambiente apenas ao pensar no processo de degradação (que pode levar até 600 anos, devido a sua composição, que usa derivados do petróleo). Há também a quantidade de água usada na sua fabricação, que por incluir materiais como a celulose, é um dos processos industriais que mais demandam uso desse elemento.

Esses e outros exemplos do dia a dia comprovam a importância de se pensar sobre o assunto — e fazê-lo o mais rápido possível!

Quais são os princípios desse tipo de consumo?

Criar um novo hábito pode levar até um ano, mas as ferramentas de criação devem ser exercitadas diariamente, como a disciplina. Inserir atitudes novas no dia a dia requer atenção, cuidado e boa vontade.

Quanto mais cedo se começa, antes se colhem os frutos dessa decisão. O Instituto Akatu, especialista em disseminar esse tipo de prática, definiu alguns princípios para nortear um comportamento consciente. Conheça-os, abaixo.

Planeje suas compras

Está precisando passar em uma loja para comprar o presente de um amigo? Então, limite-se a adquirir apenas o que planejou.

Sabemos que o estímulo ao consumo vem de todas as partes e, às vezes, é difícil ceder, mas se o lado sustentável não é suficiente para que freie seus desejos, pense no seu bolso e na economia que vai estar fazendo ao adquirir apenas o que intencionou. Se você faz muitas compras por impulso, adaptar-se ao consumo consciente é ideal para reeducar sua mente a analisar de forma mais sensata o que realmente precisa.

Avalie os impactos do seu consumo

Essa avaliação pode começar pelos hábitos do dia a dia. Considerando como você age atualmente, é possível economizar? Pode começar pelas contas de casa, como água e energia. Quais medidas pode tomar para reduzir? Além de fazer sua parte, é importante conscientizar quem mora com você!

Consuma apenas o necessário

O minimalismo não é apenas um modelo de decoração. Na verdade, esse estilo de vida tem conquistado tantos adeptos que já rendeu até um documentário (que está disponível na Netflix, caso queira assistir e entender melhor sobre o assunto). Ele tem tudo a ver com o consumo consciente: opte apenas pelo que realmente precisa!

Reutilize produtos e embalagens

Seu celular quebrou? Será que não é melhor consertá-lo que comprar um novo? Esse tipo de acessório está se tornando cada vez mais descartável.

Com tantas funcionalidades, é normal que se deseje ter sempre o modelo de última geração, mas ele não é, de fato, necessário. Provavelmente, o conserto custaria bem menos que comprar um aparelho novo. Quando essa opção existir, dê preferência a ela.

Separe seu lixo

Essa é uma das práticas mais comuns de consumo consciente. No Sul do Brasil, já é uma realidade para mais de 60% das famílias! A coleta seletiva, assim como a reciclagem, permite que você contribua para a preservação do meio ambiente e para a geração de empregos. Não perca essa oportunidade de fazer o bem!

Use o crédito de forma consciente

Quando se pesquisa como economizar ou quitar dívidas, é quase certo encontrar a dica: “abandone o cartão de crédito!”. É possível que alguns casos, realmente, exijam essa postura, mas um consumidor consciente pode, sim, usar seu cartão — desde que de forma consciente, levando em consideração os outros princípios aqui abordados. Assim, colabora-se com o planeta e o seu bolso!

Conheça e valorize as práticas de responsabilidade social das empresas

Uma demonstração de que as pessoas andam cada vez mais conscientes é a estratégia de responsabilidade socioambiental a qual muitas empresas têm investido. Iniciativas junto à comunidade (como a contratação de profissionais que residem no entorno), plantação de árvores e uso de matérias-primas sustentáveis são algumas das ações que exemplificam essa mudança.

Isso é positivo para a sociedade e o planeta e deve ser encorajado. Então, na hora de adquirir um produto ou serviço, pesquise se a companhia faz algum trabalho relacionado a sustentabilidade. Comprando dela, você vai estar estimulando que ele continue.

Não compre produtos piratas

Comprar itens piratas ou contrabandeados é uma maneira de incentivar o crime organizado e a violência. O preço ou as condições de pagamento não devem ser seus únicos critérios antes de realizar uma compra. Proteja seu dinheiro e dê preferência a comércios legalizados.

Contribua para a melhoria de produtos e serviços

Teve uma boa experiência de atendimento em uma loja? Manifeste sua satisfação para a empresa. O mesmo vale para o contrário: se teve algum problema com o serviço ou o atendimento, demonstre seu descontentamento nos canais disponíveis. Mas lembre-se de fazê-lo de forma construtiva!

Divulgue o consumo consciente

Existe uma frase que fala sobre estarmos influenciando quem finge que não nos vê. Nosso comportamento fala muito sobre nós e pode impactar positivamente outras pessoas, especialmente, atitudes como essa, que estão ganhando muita notoriedade nos últimos anos.

Não perca a oportunidade de ser uma boa influência. Fale sobre o consumo consciente, sobre suas vantagens e o bem que faz a sociedade e ao planeta. Todo mundo tem a ganhar!

Cobre dos políticos

Não dá para se preocupar com política só a cada quatro anos. Pelo contrário, o momento das eleições é uma ótima hora para analisar propostas — e o decorrer do mandato é, justamente, para cobrá-las, acompanhar se estão sendo cumpridas tal qual foram prometidas ao povo.

A pauta da sustentabilidade é levantada por diversos partidos e seus representantes. Como um cidadão que vota, você tem direito de exigir mais responsabilidade sobre esse assunto. Faça valer!

Reflita sobre seus valores

O autoconhecimento é uma ferramenta muito útil para tomar boas decisões. Sempre que possível, reflita sobre seus valores, pense no que serve como motivação para seus pensamentos e decisões.

O consumo consciente é uma prática contínua e o estímulo por trás dos seus princípios deve ser seus valores. Se deseja ser um consumidor consciente e não sabe por onde começar, medite sobre isso.

Como praticar o consumo consciente?

Decidir consumir de maneira consciente é uma excelente escolha, que vai beneficiar não apenas os seus, mas as próximas gerações. Para começar esse processo, é simples: pequenas mudanças no dia a dia podem fazer a diferença. Veja algumas dicas, abaixo.

Apague a luz

As hidrelétricas representam 70% da matriz de energia nacional, ou seja, a grande maioria dos lares dependem da produção desses locais para ter energia — e eles demandam bastante do meio ambiente. Uma forma de tornar seu consumo mais consciente é economizar!

A energia solar é um meio mais sustentável e, que, felizmente, vem ganhando mais espaço nos últimos anos, mas, em comparação com a elétrica, ainda é tímida e inacessível para muitos.

Reduza o uso de plástico

O plástico é um material tão útil e barato que está presente em quase tudo que consumimos — mas já foi comprovado que seus efeitos, inclusive na saúde, a longo prazo, não são tão benéficos assim. Por isso, a redução do seu uso deve ser encorajada!

Vai ao supermercado? Leve suas próprias sacolas, se possível, de papel. Precisa de novos depósitos na despensa? Priorize os de vidro, que são mais seguros e apresentam maior variedade.

Imprima menos

Como já foi mencionado, a celulose é um material cuja produção é uma das mais exigentes no que diz respeito ao consumo de água. Esse componente também está presente no papel que você usa diariamente. Leve essa iniciativa para o seu trabalho! Evite imprimir novos papéis e, quando puder, reutilize o que já foi usado.

Adquira o hábito de guardar papéis para ajudar nessa tarefa. Quando não precisar imprimir, use o verso para fazer anotações. Isso também ajuda a economizar os recursos da impressora, como a tinta a e própria energia da sua utilização.

Use o transporte coletivo

Você sabia que os automóveis são os principais emissores de gases poluentes e que a qualidade de vida das pessoas — incluindo a sua — é diretamente impactada por isso? O Inventário de Emissões Atmosféricas do Transporte Rodoviário de Passageiros no Município de São Paulo apurou que os carros são responsáveis por 72,6% da emissão de gases do efeito estufa.

Esses números reforçam a importância de as pessoas usarem mais o transporte coletivo, como ônibus e metrôs. Ao fazê-lo, você vai contribuir para a própria saúde e economizar combustível, caso tenha um carro próprio. Lembrando que não é necessário abrir mão do seu veículo. Reduzir o uso já é suficiente!

Compre do pequeno empreendedor

Nessa época de pandemia, os microempreendedores foram um dos públicos mais afetados. Adquirir seus produtos e serviços é uma forma de contribuir para o desenvolvimento da comunidade e o fortalecimento do comércio local. Se o que você deseja comprar está disponível perto de você, adquira do pequeno!

Leia os rótulos

Um dos princípios do consumo consciente é pesquisar se as empresas têm políticas de responsabilidade socioambiental. Uma das maneiras de identificar isso é a partir dos rótulos dos produtos comercializados. Lá, você pode achar selos que indicam quando esse tipo de trabalho é realizado.

Também há outras informações importantes, como pistas sobre o processo produtivo. É uma forma de proteger sua saúde, observando se há muitos conservantes, aromatizantes etc. Informe-se sobre o assunto!

Priorize produtos orgânicos

Falando em saúde, consumir mais alimentos orgânicos é uma forma de contribuir para o planeta, ajudar o pequeno empreendedor e zelar pela sua qualidade de vida. Só no primeiro semestre de 2020, a venda desses itens cresceu mais de 50% no Brasil, o que aponta para uma grande mudança de hábito.

Pesquise preços antes de comprar

Precisa fazer uma compra? Pesquise na internet antes de ir à loja, para ter uma noção do valor.

Isso não significa que você deve comprar o que for mais barato — a aquisição deve levar em conta seus próprios critérios, mas se for possível economizar, faça isso. Cultive o hábito de usar o dinheiro de forma mais consciente e racional! Isso não vale apenas para compras, mas para idas ao restaurante, pagamentos de contas etc.

Doe

A prática de doar é nobre e faz muito bem! Não só a quem doa, mas a quem recebe. Reutilizar é uma das premissas do consumo consciente — e ele não se refere apenas a você.

Reúna as peças de roupas e calçados que não usa mais (ou que não usa tanto assim) e doe para quem está precisando. Isso também se aplica a outros objetos, como livros e equipamentos eletrônicos.

Como esse tipo de consumo pode colaborar para o mundo?

A vida como a conhecemos não é sustentável a longo prazo. Há mais de 50 anos, estamos em déficit de recursos naturais, isto é, consumindo além do que a Terra consegue repor. Não se trata de uma ameaça, é uma catástrofe anunciada: se os hábitos não mudarem rapidamente e em larga escala, a vida no planeta estará em risco — não apenas a humana, mas a de todos os seres vivos.

As medidas apontadas neste artigo representam uma maneira de começar essa mudança — como uma alternativa de gerar menos lixo e, assim, menos impacto ao nosso redor, além de melhorar a qualidade de vida, ao optar por alimentos mais saudáveis e otimizar o uso da sua renda.

Esses hábitos permitem minimizar os impactos da exploração do planeta. Pode não parecer, mas as nossas compras e a nossa forma de consumir afetam todo o ecossistema, porque sua produção, ainda que indiretamente, demanda água, petróleo e outras matérias-primas cuja exploração acontece há séculos, desenfreadamente.

Ainda há a parte econômica, que tende a se tornar mais justa a partir desse modelo de consumo. Ao optar por produtos e serviços ambientalmente corretos, cujo processo de produção teve o menor efeito possível, estamos ajudando a formar uma sociedade mais íntegra e igualitária.

Quais são as barreiras para o consumo consciente?

Apesar de seus benefícios, é normal que se apresentem dificuldades para aplicar as dicas acima no dia a dia — e não apenas por falta de hábito. Há outras barreiras que podem influenciar a mudança de comportamento, mas que, identificando-as, torna-se mais fácil contorná-las e focar o objetivo.

Ausência de informação

Se você nunca se interessou por pesquisar informações relacionadas ao consumo e seus impactos para a sociedade e o meio ambiente, é possível que isso se mostre como uma barreira para a mudança. O conhecimento é essencial para que haja embasamento na transformação e, nesse caso, pode servir como uma motivação.

A boa notícia é que não é tarde para começar. A leitura deste artigo já representa um passo na direção de uma vida nova, com mais significado e responsabilidade. Não é tarde para mudar a rotina e vê-la gerando impactos positivos no futuro.

Preço dos produtos sustentáveis

Quem nunca ouviu que “fazer dieta sai caro”? Embora o consumo consciente não tenha necessariamente a ver com a alimentação fit, não dá para negar que alguns alimentos dessa categoria, de fato, têm um preço mais elevado e não são acessíveis para todo mundo.

Por outro lado, a inclusão de comida “de verdade” na rotina alimentar se refere a verduras, frutas e produtos minimamente processados. No supermercado, seu valor não é tão acima nem abaixo de outros itens menos saudáveis. Faça escolhas inteligentes!

Autorresponsabilidade

Essa habilidade consiste em tomar para si a responsabilidade pelo que nos acontece, tanto positivo quanto negativo. É aceitar que tivemos uma parcela de contribuição (talvez total) para a situação na qual nos encontramos. Quando o assunto é consumo consciente, a autorresponsabilidade pode surgir como obstáculo, porque quando algo nos exige mais esforço ou trabalho, tendemos a desistir com facilidade.

Isso não é uma regra, mas é uma característica comum, e seus efeitos podem afetar diversas áreas da vida. Ao tomar a decisão, assuma também a responsabilidade pelo que deseja fazer. Foque o seu objetivo e as vantagens que sua mudança vai trazer.

Influências externas

Da mesma forma que você influencia as pessoas positivamente, ao falar e agir como um consumidor consciente, elas também podem trazer influências na direção contrária, ao demonstrar hábitos nada saudáveis no dia a dia. De fato, é mais difícil resistir quando as circunstâncias não são favoráveis — especialmente, quando acontecem com frequência —, mas veja isso como uma oportunidade de desenvolvimento.

Se não for possível inspirar as pessoas com quem convive a adotar uma mudança parecida, tudo bem. Só não permita que isso traga desmotivação ou faça com que mude de ideia sobre o principal.

Tornar-se um consumidor consciente é uma maneira de exercer sua cidadania e fazer o bem. Preocupar-se com o estilo de vida coletivo impacta as próximas gerações. O planeta é a morada de todos, portanto, é de todos a responsabilidade de cuidar e zelar para que ele continue sendo um grande provedor. Compartilhe as ideias aqui citadas com amigos e familiares e, quem sabe, vocês começam juntos essa mudança de hábitos?

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